O Projeto Rappers
O Projeto Rappers iniciou suas atividades em 1992, como resultado de uma série de conversas, e posteriormente de um seminário, realizado entre integrantes de grupos de rap (tanto rappers, quanto DJs e dançarinos), e a ONG de feminismo negro Geledés-Instituto da Mulher Negra.
Como resultado desse seminário, o projeto passou a integrar os Foros de Conscientização do Programa de Direitos Humanos do Geledés, e funcionou até 2001. Essa iniciativa pioneira, de parceria e ações coordenadas, de jovens integrantes da cultura Hip Hop com uma organização de ativismo negro e feminista, completa 30 anos, e algumas ações estão sendo planejadas para celebrá-la.

O Geledés
É uma organização da sociedade civil, fundada em 1988, que se posiciona em defesa de mulheres e negros, por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigentes na sociedade brasileira.
Posiciona-se também contra todas as demais formas de discriminação que limitam a realização da plena cidadania, tais como a lesbofobia, a homofobia, os preconceitos regionais, de credo, opinião e de classe social. Dessa perspectiva, as áreas prioritárias da ação política e social de Geledés são a questão racial, as questões de gênero, as implicações desses temas com os Direitos Humanos, a educação, a saúde, a comunicação, o mercado de trabalho, a pesquisa acadêmica e as políticas públicas.
A Revista Pode Crê!
A Pode Crê! foi uma revista publicada entre os anos de 1992 e 1994, de circulação nacional, independente, e voltada à juventude negra e a todos/as que gostavam de Hip Hop, em especial de rap, e que se interessavam por questões políticas ligadas a gênero e raça, além de história e cultura negra em geral, produzida pelo Projeto Rappers, do Geledés.
A Pode Crê! foi a primeira revista brasileira dedicada ao Hip Hop, e a segunda publicação dedicada à comunidade negra na história, precedida apenas pela Revista Ébano, que circulou até o final dos anos 70. Além do pioneirismo, a Pode Crê! tinha sua pauta pensada, entrevistas realizadas e as matérias redigidas, exclusivamente pelos jovens integrantes do Projeto Rappers, sob a supervisão de um jornalista.
Sobre o Sesc São Paulo
Com 77 anos de atuação, o Sesc – Serviço Social do Comércio – conta com uma rede de 45 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações com o objetivo de promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, serviços, turismo e para toda a sociedade.
Mantido pelos empresários do setor, o Sesc é uma entidade privada que atua nas dimensões físico-esportiva, meio ambiente, saúde, odontologia, turismo social, artes, alimentação e segurança alimentar, inclusão, diversidade e cidadania.
As iniciativas da instituição partem das perspectivas cultural e educativa voltadas para todas as faixas etárias, com o objetivo de contribuir para experiências mais duradouras e significativas. São atendidas nas unidades do estado de São Paulo até 30 milhões de pessoas por ano.
Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas.
Festival Pode Crê!
A ideia é um show composto por artistas e/ou grupos de rap que integraram o Projeto Rappers, e que consolidaram suas carreiras artísticas e continuam lançando trabalhos e influenciando o cenário do rap nacional, convidando outros/as artistas que também compuseram o Projeto, e encerrando com participação especial de uma figura consagrada do rap brasileiro, e que foi capa da Pode Crê!: Thaíde.
Artistas convidados:
DMN convida Xis
Sharylaine convida Lady Rap e Rubia RPW
Resumo do Jazz convida BRSAMPLER e Rappin Hood
Lino Crizz convida Thaíde
Mesas Temáticas
Dia 13/12, quarta às 15h – Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência
Mesa 1:
Projeto Rappers e Revista Pode Crê!: História e Legado para o Hip Hop Brasileiro
Debatentes:
Clodoaldo Arruda – rapper, filósofo e militante
Flávio Carrança – jornalista e militante
Tina Costa – palestrante, gestora e educadora socialista
Mediadora: Suelaine Carneiro – Coordenadora Executiva – Geledés
Dia 13/12, quarta às 17h30 – Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência
Mesa 2:
Femini Rappers: A Introdução do Feminismo no Hip Hop
Debatentes:
Sharylaine – rapper, cantora, produtora cultural e arte-educadora
Cris Lady Rap – rapper e militante anti-racista e anti-machista
Rubia – rapper, cientista social e arte educadora
Mediadora: Jaqueline Lima Santos: doutora em antropologia, professora universitária e militante do feminismo negro
Show Projeto Rappers com participações DMN, XIS, Sharylaine, Lady Rap, Resumo Do Jazz, Brsampler, Lino Kriss, Thaide e Rapin Hood
Dia 13 de novembro de 2023. Quarta, 20h30
Local: Comedoria (500 lugares)
Valores: R$ 50 (inteira); R$ 25 (Meia entrada), R$ 15 (Credencial Sesc)
Ingressos à venda no portal Sesc e nas bilheterias das unidades Sesc
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
SESC BELENZINHO
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.
Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)