Celebrando as lutas que marcam o dia 8 de março e a força das mulheres, em especial as negras, na cultura brasileira, o Theatro Municipal recebe o Samba de Dandara com participação de Yayá Massemba, no Projeto Samba de Sexta, que acontece no Vão Livre da Praça das Artes, às 19h. O projeto, que traz mensalmente os principais grupos da cidade de São Paulo para uma animada roda de samba gratuita, tem apresentação de Daniele Abelin e desta vez será totalmente ocupado por mulheres celebrando a ancestralidade musical do país.

As rodas de samba têm passado por transformações ao longo do tempo, refletindo mudanças sociais e culturais na sociedade brasileira.
Antes, elas eram locais com grande predominância de homens e com as mulheres em papéis muitas vezes apenas como passistas. Contudo, uma grande mudança vem se consolidando e mulheres têm conquistado espaço como compositoras, instrumentistas, cantoras e líderes de grupos de samba.
“Sempre tivemos grandes mulheres no Samba, como Clara Nunes, Beth Carvalho, Alcione, Jovelina Pérola Negra, Leci Brandão e Mariene de Castro, citando apenas algumas”, enumera Eduardo Santana, coordenador de programação do Complexo Theatro Municipal de São Paulo.
“Desde a sua criação, o Samba de Sexta vem procurando nas rodas de samba tradicionais de São Paulo a presença das mulheres, em 2023 o projeto recebeu Anná do Samba da Revoada, Preta Batuque do Samba do Monte e Luana Bayó. Este ano abrimos a temporada com as sete mulheres do Samba de Dandara e o quarteto feminino Yayá Massemba do Vale do Capão da Chapada da Diamantina”.
O Samba de Dandara, fundado em 2012, que exalta as empoderadas grandes compositoras, intérpretes e lutadoras do samba, passeia pelos ritmos afro-brasileiros, sobretudo vertentes diversas do samba como ijexá, afoxé, pontos de candomblé e umbanda.
Nesta apresentação eles se unem ao grupo Yayá Massemba, surgido em 2018 na Chapada Diamantina, na Bahia e que tem como destaque o samba de roda, seja em composições autorais, trazendo o legados das Mestras Aurinda do Prato, Bete de Arembepe e Drª Dalva Damiana, entre outras afluências dessa matriz musical.
Mãe (Yayá, em Yorubá), Umbigada (Massemba, do Kimbundu), casa e ancestralidade em união, valorizando mulheres, ancestralidade, natureza e cultura afro-brasileira. Os ingressos são gratuitos, a classificação é livre e a duração, de aproximadamente 180 minutos.
O projeto segue ao longo do ano prometendo seguir integrando a cultura feita fora das paredes do Theatro e fazendo do Complexo Theatro Municipal, que engloba a Praça das Artes, um espaço de manifestações plurais e diversas, de vários campos culturais e do saber. No dia 5 de abril, a Comunidade Samba do Maria Zélia, com 17 anos de existência, irá apresentar sambas clássicos da velha guarda de escola de samba, clássicos do samba paulista e grandes compositores brasileiros.

Serviço
Praça das Artes
Avenida São João, 281
Sé – São Paulo, SP
Capacidade 200 pessoas
SOBRE O COMPLEXO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO
O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil.
O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).
Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo.
Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.
Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.
Quem apoia institucionalmente nossos projetos, via Lei de Incentivo à Cultura: Nubank, Bradesco, IGC Partners, Lefosse, Banco Daycoval e Grupo Splice. Pessoas físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas.
SOBRE A SUSTENIDOS
A Sustenidos é a organização responsável pela gestão do Conservatório Dramático e Musical de Tatuí, do Theatro Municipal de São Paulo e dos programas Musicou, Som na Estrada e MOVE (Musicians and Organizers Volunteer Exchange); e pelos festivais Ethno Brazil e Big Bang.
Foi responsável pela gestão do Projeto Guri, programa de ensino musical, no litoral e no interior do Estado de São Paulo, incluindo os polos da Fundação CASA, de 2004 a 2021. Além do Governo de São Paulo, a Sustenidos, eleita a Melhor ONG de Cultura de 2018, conta com o apoio de prefeituras, organizações sociais, empresas e pessoas físicas.
Instituições interessadas em investir na Sustenidos, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, têm suporte fiscal da Lei Federal de Incentivo à Cultura e do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FUMCAD). Pessoas físicas também podem ajudar. Saiba como contribuir no site da Sustenidos.
Quem apoia nossos projetos: Nubank, CTG Brasil, VISA, Bradesco, IGC Partners, Lefosse, Banco Daycoval, Bayer, Cipatex, Sicoob, Grupo Splice, Lei Paulo Gustavo e Microsoft.